quarta-feira, março 23, 2005

Leitura (muito) aconselhada

Caros vizinhos, hoje aconselho-vos um blog que descobri através de um comentário simples que o autor deixou por aqui.
Visitei-o sem imaginar que de uma assentada lhe leria todos os escritos. Valeu a pena.
Abram a alma, libertem-se de preconceitos gramaticais, mergulhem de cabeça e deixem-se flutuar nestes escritos salpicados de vida...

Ao autor deixo este poema em jeito de homenagem, solidariedade e compreensão.

Sonho de uma vida

Acordei um dia a sonhar acordado.
O sol mal luzia,
Despertei a lembrar,
o que houvera sonhado.
Quis guardar na memória , ocasião tao rara.
Aquela cara altura em que a vida para
e há tempo para sonhar.
Difícil de encontrar,
esta pausa merecida...
Mas pronto, a vida é assim
e a vida é a vida.
Diz quem sabe,
que todos os dias sonhamos.
Estranho... eu não.
Eu sei, eu sei,
a gente sonha mas não nos lembramos, dizem...
Estranha ciência essa.
Que sabe o que a gente sonha,
sem que nós...
sim nós que nos julgamos
donos de nós mesmos,
sem que nós nos aprecebamos.
Mas este sonho era diferente.
era alegre, colorido...
nada do ruído dessa gente indiferente,
que anda apressada,
de um lado para o outro e deste para o mesmo,
á procura de um dia ser gente.
Não...
Neste sonho não havia gentes.
Era um daqueles sonhos,
em que nós não estamos lá,
Mas o nosso EU está sempre presente.
Era como uma janela para a vida de alguém.
Uma vida como uma qualquer outra,
daquelas que para trás já foi vivida
e para a frente, ao abrir de uma porta,
ninguém...
Ninguém que nos indique o caminho.
A escolha é de quem souber escolher.
A vida era afinal a minha,
e agora só a falta viver.

(Manuel Figueiredo de Macedo - 1997)

Até logo, vizinhos.
Vou pra dentro.

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